domingo, 21 de setembro de 2008

Casa na árvore já é realidade

Uma homenagem ao dia da árvore... Dia 21 de setembro!


"Ter uma casa na árvore não é mais um sonho de criança. Esta também é a saída encontrada por adultos para se refugiar da agitação das grandes cidades e viver entre pássaros, copas repletas de frutas e até dividir a morada com um ninho de joão-de-barro".

Projeto no interior de São Paulo será evolução da técnica e terá energia elétrica em espaço que varia desde um pequeno espaço de 9 m² e vai até 82 m² de construção.

Veja o que diz a reportagem:

"O empresário paranaense Ricardo Brunelli é um exemplo disso. Ele construiu a primeira casa na árvore em 1976. A estrututa era de bambu e coberta por folhas de bananeira. O projeto durou até a primeira chuva. Ele contou com a ajuda de dois amigos e a construção foi levantada em espaço afastado, numa fazenda, em Rolândia (PR). “Essa idéia ficou na minha cabeça e pensava sempre se um dia eu conseguiria construir uma casa de verdade para mim”, disse. O que era brincadeira de criança hoje é o trabalho de Brunelli, que constrói casas em árvores. A primeira casa, feita profissionalmente, está em uma figueira centenária, localizada numa fazenda na cidade de Porecatu, no interior do Paraná. “É uma figueira com 30 metros de altura. A casa está a 10 metros de altura. A plataforma de lazer está a 18 metros de altura, como se fosse um apartamento no sexto andar.”

A casa na árvore construída na figueira pode muito bem abrigar uma família de maneira permanente, segundo Brunelli. “São 44 m² de construção, com sacada de 20 m² e uma área de lazer com 17m² sobre a casa.”

A obra tem fogão a lenha, que pode ser usado como lareira nas estações frias, o quarto tem ar-condicionado. O banheiro é completo e tem azulejo na parede, feita de placas de isopor. Como segurança, a escada sobe e desce por meio de controle-remoto. “A estutura é feita de angico-preto, que é bem resistente e suporta até 150 quilos por metro quadrado”, disse Brunelli. Ele conta que aproveita o imóvel da árvore nos finais de semana com a família. “Sou eu que cuido e faço a manutenção. Tenho muito carinho por ela”, disse o empresário. Acostumado à altura das copas das árvores, Brunelli está construindo um escritório suspenso, em Londrina. “Serão 30 m² em um condomínio fechado. A outra, na figueira, será apenas para passeio mesmo.”

Meio ambiente

A integração dos donos de casas em árvores com a natureza é total. “Nós não derrubamos um galho sequer das árvores. Temos uma preocupação com o meio ambiente. Mudamos o projeto de uma casa para manter dois ninhos de joão-de-barro na árvore escolhida para construção e estão lá até hoje”, afirmou Brunelli. Para garantir a sustentação da casa entre os galhos, a construção é feita com travamentos feitos com cabos de aço. Para construir uma casa na árvore é preciso ter olho clínico para acertar qual é a melhor e mais segura. “Muitas vezes as pessoas nos procuram com um projeto de casa pronto na cabeça e com uma árvore já escolhida. No entanto, não é difícil a gente mudar o projeto e até mesmo a árvore. É preciso que ela tenha entre 70 e 80 centímetros de diâmetro de tronco para poder apoiar uma casa. Além disso, tem de ter espaço para que o deck não cubra totalmente a raíz da árvore, que precisa receber sol. A base de uma casa para adulto também não pode ser construída, por exemplo, a menos de seis metros de altura”, disse Brunelli.
O empresário conta com o apoio técnico de José Aparecido Rossato, de 48 anos. A família dele trabalha com madeira a seis gerações. "Meu avô ensinou mei pai, que me passou as informações e assim foi indo. Com isso já são seis gerações. Ao mesmo tempo que a gente usa a madeira para construir as casas, temos pena de matar uma árvore para ter a madeira. Eu fico sentido com isso, porque queria mesmo ver a árvore em pé, no meio da natureza."

Rossato, no entanto, disse que se sente bem em construir casas em árvores. Ele diz ter certeza de que ela não será derrubada enquanto abrigar a construção. "Isso serve de conforto para nós. Não tem jeito mesmo, pois temos de usar madeira em tudo na vida. De qualquer forma, tomamos cuidado para não machucar a árvore."

Medo de raio

A sensação de liberdade e de isolamento ainda compensam o risco, considerado pequeno, de um raio cair sobre a árvore que sustenta a casa. “Só colocar um pára-raio sobre a árvore não garante segurança. O ideal seria construir três torres de madeira, mais altas do que a árvore, mas isso sai muito caro.” Brunelli lembra que durante uma tempestade teve de descer com a mulher e os filhos para o carro. Não demorou muito tempo e voltamos para a casa na árvore.”

Vida de Tarzan

O casal Manolo Moran e Tereza Setti escolheu a cidade de Santo Antônio da Platina, no Paraná, para construir a casa da árvore para a família. "Já faz três anos que curtimos isso. Depois que tivemos os nossos filhos, amadurecemos a idéia de termos uma casa assim. Não precisamos dos clichês de casas na árvore, como cordas para subir e nem escorregadores, não era essa a nossa idéia", disse Tereza.

Para ela, a casa, também instalada em uma fazenda, serve de refúgio para a família. "É espaço suficiente para nós quatro. As crianças adoram, mas as visitas adoram mais ainda. A primeira coisa que perguntam quando chegam à fazenda é onde está a casa na árvore", disse Tereza.

A casa foi construída em um aglomerado de flamboaiã e tem 9m² de área interna. "É o suficiente para nós. Ainda temos uma lareira para manter o local quente nos dias mais frios", afirmou Tereza. Em Botucatu, no interior de São Paulo, Brunelli construiu uma casa que surge num pé de jambo e termina entre duas mangueiras. Esta tem 82 m² e uma passarela de 22 metros de comprimento e está a 10 metros de altura. O caminho para o mirante sai da piscina da casa e segue com 15 metros de passarela.

O projeto mais ambicioso está sendo construído em Araras, no interior de São Paulo. A casa, segundo Brunelli, será a mais bonita de todas. "É a evolução de toda técnica e conhecimento que temos em casas de madeira. O projeto vai ter energia elétrica, móveis e tudo que uma casa construída no chão tem".

A obra possui um parque infantil na parte inferior e depois tem uma casa de dois quartos para adolescentes. Há também passarelas interligando os ambientes até um mirante com vista para a represa local.

Veja alguns exemplos.

Fonte: O globo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Rio "tá" crescendo e a Zona Norte reaparecendo!!!!

O Rio é Zona Norte!!!
É!!! Vamos valorizá-la!!!
Bem... um dia desses no meu trabalho ouvi dizer que iam construir um shopping em Irajá na Av. Brasil próximo ao INSS (Gerência Norte)... Achei até que fosse boato, mas não... É verdade!!! Será construído próximo ao Trevo das Margaridas, o Via Brasil Shopping.
Apesar de estar localizado próximo a uma via expressa, o shopping está otimamente localizado, pois além de estar na área de planejamento mais populosa do município, também está próximo das vias que levam à Baixada.

O shopping começa a ser construído este ano em Irajá e tem previsão de inauguração em 2010. O local do shopping será na Rua Itapera e deverão ser gerados 3.700 postos de trabalho até a conclusão do empreendimento, e aponta mais um sinal que o Rio de Janeiro cresce!!! Apesar de quem diga o contrário…
O projeto é da construtora Ecia Irmãos Araujo e segundo o jornal "O Leopoldina" a construtora planeja no shopping a construção de 300 lojas, cinemas, uma universidade e amplo estacionamento. Com o nome provisório de Via Brasil Shopping, a estimativa da construtora é de que o futuro estabelecimento crie cerca de 2.500 empregos. A Ecia é a mesma responsável pela construção do West Shopping, em Campo Grande.


Mais sobre o projeto clique aqui.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Série Projetos Curiosos

"Casa-Flor"

Em homenagem ao meu Amor (meu Lindo, essa é pra vc!!!), que se amarra nessas casas que se integram ao ambiente, apresento-lhes uma residência muito interessante. Tão interessante que fui até no google earth ver se ela é real... e pode acreditar ela é sim!!!

Vejam!!!

Ela é assinada pelos arquitetos Ivo Mareines e Rafael Patalano, do estúdio Mareines + Patalano Arquitetura e se situa em Angra dos Reis/RJ.

Vejam mais fotos no portal ViverCidades.

Curtam esta maravilha!!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Porque utilizar um Arquiteto e Urbanista

Arquitetos são treinados para observar seu “briefing’ e antever a idéia completa.
Eles conseguem ver além dos seus pedidos imediatos, para projetar construções que se adaptem as necessidades e mudanças da sua residência, do seu negócio, da sua edificação.
Arquitetos resolvem problemas criativamente.
Quando estão envolvidos desde o começo do projeto, os Arquitetos têm mais possibilidades de entender sua solicitação, desenvolver soluções criativas e propor maneiras de reduzir custos.
Arquitetos podem economizar seu dinheiro maximizando seu investimento.
Uma construção bem desenhada/projetada pode reduzir seus gastos e aumentar sua durabilidade.
Arquitetos podem controlar seu projeto desde a escolha do local até a finalização.
Em muitos projetos de construções, o papel do Arquiteto inclui a coordenação de um time de especialistas e consultores como paisagistas, engenheiros, designers de interiores, etc.
Arquitetos podem ajudar a economizar seu tempo.
Administrando e coordenando elementos-chave do projeto, deixando você se concentrar nas atividades de organização.
Arquitetos podem ajudar seu comércio, sua loja, seu negócio.
Eles criam ambientes, internos e externos, que sejam agradáveis e funcionais para as pessoas que lá trabalham e fazem suas negociações.

CONTRATE UM ARQUITETO!!!

Transcrito de texto publicado pelo RIBA (Royal Institute of Britain Architects)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O avanço dos minibairros

Condomínios com infra-estrutura urbana chegam à Baixada e à Zona Norte
Cidade Paradiso, Nova Iguaçu/RJ.

Pequenos bairros dentro do bairro, assim são os condomínios-clubes, um conceito que vem dominando os novos lançamentos imobiliários e estão se ampliando e virando verdadeiras minicidades. São conjuntos habitacionais que contam com ampla infra-estrutura urbana, como ruas, centros comerciais, praças e restaurantes. Alguns já começaram a surgir na Barra da Tijuca e no Recreio, mas agora estão chegando aos bairros da Zona Norte e à Baixada Fluminense. O público consumidor de produtos nestas áreas passou décadas sem encontrar oportunidades. A demanda estava reprimida e a oferta também, mas bastou a situação econômica estabilizar-se um pouco mais e facilitar o crédito para o mercado se movimentar.

Ao todo são 32 mil unidades habitacionais com preços entre R$ 60 e 70 mil.

Um dos maiores projetos desse tipo anunciados até agora vai ser lançado no próximo sábado, em Nova Iguaçu. A CR2, em parceria com a prefeitura do município, vai apresentar o "Cidade Paradiso", uma minicidade em um terreno de 4,6 milhões de metros quadrados em Cabuçu. Ao todo, serão 32 mil casas de dois quartos (com preços entre R$ 60 mil e R$ 70 mil – Bom, não?!), escola, creche, rodoviária, posto de gasolina e centro comercial. O projeto será dividido em fases, ao longo de dez anos. A creche nós vamos construir já na primeira fase. Os demais equipamentos serão feitos pela prefeitura, em um terrenos de 240 mil metros quadrados que doamos - disse o responsável pelo projeto, Rodrigo Selles.

  • Outros exemplos:

    Cidade Jardim - Barra da Tijuca.
    Terá um bosque com sete mil árvores, parques e praças. Haverá quiosques para instalação de restaurantes, além do Espaço Praia, com quadras de areia e gazebo com redes.

    Rio 2 - Jacarepaguá.
    São, ao todo, 29 edifícios em uma área total de um milhão de metros quadrados, sendo que 80% do terreno é de área livre. Há ainda jardim interno, exposição de obras de arte, uma praça com chafariz e ciclovia, independente das ruas.

    Santa Mônica - Barra da Tijuca.
    O minibairro tem um total de 372 mil metros, sendo 45 mil de área verde.

    Cidade Paradiso – Nova Iguaçu
    Segundo o diretor da CR 2, Rogério Furtado, cada família ganhará um título de sócio para o clube de águas próximo ao empreendimento.
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Mas...
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Vamos abrir o olho!!!


A zona norte, mais conhecida como subúrbio do Rio, está começando a receber projetos típicos de Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Um dos motivos de se investir aqui é por haver uma demanda reprimida no mercado e além do mais os terrenos são mais baratos, mas o que é de se preocupar é que os nossos governantes não conseguem dar um fim na tamanha violência que assola o Rio de Janeiro há anos, e, a solução pensada pelo mercado imobiliário é o sistema condominial. Esse sistema pode transformar o subúrbio carioca culturalmente e não será difícil fazer com que a população perca a memória suburbana, já que praticamente nada é feito para valorizá-la e conservá-la. Uma região marcada por uma convivência peculiar entre moradores e vizinhos, caracterizada pelas solidariedade, pela simplicidade, pelo sorriso no rosto apesar de todas as dificuldade do dia-a-dia, das peladas de futebol, das cadeiras de praia na calçada, de meninos e homens já adultos soltando pipa no meio da rua, o churrasquinho da esquina, a barraca de angu à baiana e outros pratos quentes, como mocotó, os jogos de baralhos da melhor idade nas pracinhas, enfim...

O que será que restará do subúrbio carioca, com tanto condomínio promovendo o lazer privado, particular... do lazer vendido (Veja)? O que será da memória suburbana?

De sua opinião, pois o subúrbio é especial e específico!